quarta-feira, 9 de abril de 2008

Liberdade

"Há males que vêm para o bem"...

Quando comecei a trabalhar em marketing interativo na Coca-Cola a primeira grande surpresa foram as restrições na rede corporativa: não podia instalar nada, o firewall era altamente restritivo e a produtividade ficava comprometida, principalmente porque estava lá para lançar coisas NA internet!!!

Daí procura daqui, dali, o sujeito acaba por encontrar alternativas, brechas e tais. A primeira excelente alternativa que apareceu foi o Meebo, um web-based Instant Messenger multiplataforma. Comecei a usar o serviço e acabei por me tornar um heavy user e passar a adotá-lo também em casa (onde não há restrições). As vantagens para usá-lo em casa passam principalmente pela manutenção de um histórico único de conversas (é, eu costumo gravar as conversas, BE CAREFUL) e a possibilidade de me conectar rapidamente, sem necessidade de configurações extras de computadores alheios.

O que é curioso nesse caso é que eu concentro nesse provedor terceiro as 2 principais senhas de serviços em internet que eu utilizo (MSN e Google), além do próprio armazenamento de conversas, dados, etc. E uso sem a menor cerimônia ou receio de mau tratamento dado a essa privacidade. Posso estar sendo negligente, mas o nível de serviço que estou recebendo do Meebo me garante essa confiança, que vai muito além dos TOS (terms of services). É aquela história: se garantem num produto de alta qualidade.

Outro exemplo bem bacana (e ainda mais "vulnerável") é o FMAIL, aplicativo que roda no Facebook para utilização do Gmail. A maior vulnerabilidade é que, no mínimo, o Meebo é uma empresa constituída. O FMAIL não, é uma dupla de desenvolvedores. E mesmo assim a confiança é cega. O FMAIL é um serviço menos estável, com alguns bugs, mas que dá conta do recado, pra quem não pode ficar no escuro durante o dia.

Assim, me tornei um cara cada vez menos dependente de instalação de apps clients em meus computadores, tomei um caminho cada vez mais direcionado a serviços web-based.

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